Feijão-de-vagem

O feijão-de-vagem ou vagem (Phaseolus vulgaris L.) originário da América, é  uma leguminosa da família das fabáceas,  muito rica em proteínas, e uma variedade  do feijão comum adaptada para o consumo como hortaliça. O fruto liso e alongado tem polpa espessa e pouco fibrosa. As  flores são esbranquiçadas e hermafroditas, as raizes são superficiais e o caule, volúvel, cresce contornando os tutores. 
    As variedades de porte alto chegam a medir; até 2,5m de altura. Segundo o engenheiro-agrônomo Shizuto Murayama, o  feijão-de-vagem foi levado para a Europa  e a Asia, onde se alastrou rapidamente,  sendo a grande diversidade de tipos e tonalidades de sementes ocasionadas pelas  variações ocorridas em sua extensa área  de cultivo. As boas cotações no mercado  brasileiro fizeram com que os agricultores  passassem a se interessar mais pela cultura do feijão-de-vagem; nos últimos anos,  principalmente no Vale do Ribeira, em  São Paulo, lima das regiões mais propícias para o cultivo no inverno. 
    As de vagem chata pertencem ao grupo manteiga e são consideradas as mais produtivas: namorada, iratiba, atibaia, rio branco, teresópolis (resistente à ferrugem), a campineiro (fibrosa) e a senhorita. Duas variedades mais  recentes são a manteiga maravilha  AG-481, resistente à ferrugem e à antracnose, e alessa, de plantas eretas. tam-  bém resistente à ferrugem. Do grupo macarrão, que tem vagens cilíndricas, destacam-se a macarrão trepador, a itatiba, a  brasília e a favorito AG-480, esta de alta  resistência à ferrugem.  Há variedades do  grupo anão, pouco cultivadas no Brasil.  

Clima e solo 
    As temperaturas entre 20 e 25°C são as mais propícias para o desenvolvimento das plantas. O crescimento  é retardado em temperaturas abaixo de  15°C, sendo o calor excessivo prejudicial  à polinização. Os melhores solos são os  areno-argilosos e bem drenados, com pH  entre 5,6 e 6,8.  

Plantio 
    De setembro a janeiro nas regiões de inverno rigoroso e durante todo o  ano nas dê clima quente. A adubação e a  calagem dependem da análise do solo. Os  solos de média fertilidade podem ser adubados, antes do plantio, com 1,5 a 2 l de  esterco curtido de curral, 200 a 300 g de  fosfato de rocha e 100 g de cinza por cova.  O espaçamento é de 1m entre as linhas e  de 0,40 a 0,50 entre as covas. São lançadas três ou quatro sementes por cova,  à profundidade de 2 a 3 cm (cada grama  contém duas ou três sementes).  

Raleação 
    É feita quando as plantas estão com três ou quatro folhas, ficando as duas mais vigorosas. 

Tutoramento 
    São colocadas estacas  de 2,20 a 2,50 m de altura.  

Tratos culturais 
    As plantas são irrigadas a cada três dias. As capinas e a amontoa estimulam o desenvolvimento. 

Rotação de culturas 
    É aconselhável a  rotação com plantas de outra família como o tomateiro, o repolho e a cenoura,  entre outras. 

Pragas e doenças 
    As pragas mais comuns são os insetos sugadores e mastigadores. As doenças são o oídio, a ferrugem, a antracnose e o mosaico. 

Colheita 
    Inicia-se de setenta a oitenta  dias após o plantio, quando as vagens alcançarem o completo desenvolvimento,  mas antes de se tomarem fibrosas. As sementes devem estar tenras.  

Composição nutricional por 100 g 
    36 calorias.  2,5 g de proteínas, 43 mg de cálcio, 48  mg de fósforo, 1,4 mg de ferro, 125  mmg de vitamina A, 0,08 mg de vitamina B1, 0,12 mg de vitamina B2 e 27 mg  de vitamina C.  

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