Fava-italiana

    A Fava-italiana (Vicia faba L.), também conhecida como fava comum, fava silvestre e feijão-fava, originária da região do Mar Cáspio (Ásia) e do norte da Africa, não deve ser confundida com a outra fava (Phaseolus lunatus L.), conhecida como feijão-de-lima. Enquanto a fava italiana é uma planta de clima frio,cultivada no sul do Brasil, O feijão-de-lima é de clima quente, mais cultivada no Nordeste. As duas são da família das fabáceas (que inclui também o feijão-de-vagem. o feijão-de-corda e a ervilha). Rica em proteínas, a fava italiana chega a ter, em seus grãos maduros, 30% de proteína bruta. Não é muito consumida no Brasil ao contrário do que ocorre na Europa principalmente na Itália. 

Variedades 
    Entre as altas, destaca-se a carly-loug-pod, outra variedade  indicada é a italiana-IAC. 

Clima e solo 
    Prefere climas subtropical e temperado, resistindo a temperaturas próximas  0°C e a geadas leves. Adapta-se melhor em regiões altas e produz, muito bem durante o outono e o inverno no extremo-Sul. Os melhores solos para o cultivo devem ser férteis e com pH entre 6.0 e 6,9.  

Plantio 
    Em Campinas, no Estado de São Paulo. as variedades de porte alto são semeadas de março a junho, quando produzem mais. A propagação é feita por meio de sementes, em sulcos previamente adubados com 1 a 1.5 t/ha de fosfato de rocha. A fava italiana é muito exigente em boro, sendo por isso necessário 3 g de boráx por metro de sulco, ou fazer aplicações foliares quinzenais com soluções a 0, 1%. São lançadas duas sementes por vez, com espaçamento de 100 x 50 cm, à profundidade de 3 a 5 cm, sendo necessários de 55 a 65 kg/ha. O tutoramenro é feito para os cultivares de porte alto. 

Pragas e doenças 
    Os insetos mastigadores são os que mais atacam a cultura da fava. As doenças são a ferrugem e a antracnose, provocadas por fungos. 

Colheita 
    A early-long-pod semeada em Campinas no início de maio é colhida, quinzenalmente, a partir da segunda quinzena de agosto. A colheita vai até o fim de outubro e o rendimento é de 17,5 t/ha vagens verdes que rendem 6 t/ha de grãos secos. No Centro-Sul os grãos verdes são colhidos completamente desenvolvidos. mas ainda macios. A comercialização é feita em caixas tipo K, com cerca de 20 kg de vagens não debulhadas.

Composição nutricional por 100 g
Grãos verdes- 118 calorias, 9,3 g de proteínas, 31mg de cálcio. 140 mg de fósforo, 2.3 mg de ferro, 20 mmg de vitamina A, 0,28mg de vitamina B1, 0,17 mg de vitamina B2 e 28 mg de vitamina C. 
Grãos secos- 339 calorias, 24,0 g de proteínas, 77 mg de cálcio, 374 mg de fósforo. 6,3 mg de ferro, 10 mg de vitamina A, 0,53mg de vitamina B1, 0.30 mg de vitamina B2 e 6 mg de vitamina C. 

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