Chá

    O chá Thea sinensis L., da família Theaceae originário do sudeste asiático, é uma planta arbustiva, perene, e não deve ser confundido com a erva-mate, originária do Brasil e Paraguai. Entretando o nome cientifico Thea sinensis foi substituido por Camellia sinensis, quando se percebeu que não havia diferenças perceptiveis entre essas especies.
    Há três subespécies de chá: Assâmica, Camboja e a Chinesa, sendo que no Brasil são encontradas a Assâmica e a Chinesa, com cruzamento livres. A cultura foi introduzida em 1812, por D. João VI, mas hoje encontra-se quase totalmente concentrada no Vale do Ribeira, Estado de São Paulo, e 80% da produção destina-se à exportação (o Brasil detém 0,5% do mercado mundial). O chá é conhecido também pelo nome de chá-da-índia, e pode ser de dois tipos: chá preto e  chá verde. O mais comum no Brasil é o chá preto. A planta do chá, com crescimento livre, tem a forma de pirâmide e atinge 4 a 9 m de altura, mas em culturas comerciais é mantida a urna altura entre 50 cm e 1 m, e com a forma de taça, através da poda anual. 
Chá, Camellia sinensis,  Thea sinensis
Clima e solo 
    No Vale do Ribeira, onde a cultura melhor se adaptou no Brasil, a temperatura média anual oscila entre 17 e 22°C, com chuvas ao redor de 1500 mm anuais, bem distribuídas, e umidade relativa do ar ao redor de 90%. Os melhores solos são os profundos, permeáveis, ricos em matéria orgânica, com pH entre 4,0 e 6,0. O chá é uma das poucas plantas que toleram alumínio livrem-no solo. Na verdade precisa do alumínio e não se desenvolve satisfatoriamente sem ele. 

Plantio 
    A propagação é feita por meio de mudas originárias de estacas das variedades IAC-250 e IAC-259, sendo esta última melhor e mais produtiva e por isso amais cultivada. As estacas devem ser plantadas em sacos plásticos pretos com terra peneirada e adubada. Colocadas em viveiros cobertos, as mudas recebem no início 30% de insolação; nos dez meses seguintes a cobertura deve ser retirada gradativamente. Aos doze meses vão ao campo e passam a receber sol pleno. Devem ser transplantadas, entre abril e julho, para terra já cultivada ou recém-desbravada. O terreno deve ser destocado, arado e gradado, As covas devem ter 20 x 20 x20 cm. com espaçamento de 70 a 90 cm na linha e de 1,20 a 1, 70 m entre as linhas. A adubação tem de ser feita de acordo com a análise do solo. 

Tratos culturais 
    A muda de chá vem do viveiro sem os ponteiros para evitar perda de água. Dez meses depois do plantio faz-se uma poda para forçar brotações laterais. Depois a cada seis meses, novas podas são feitas para dar equilíbrio à planta, que deve ter forma de taça. A poda de produção. anual, feita de maio a junho, mantém a planta em altura uniforme, entre 50 e 90 cm. Devem ser feitas ainda capinas e o controle de pragas e doenças. Em viveiros pode ocorrer o ataque de ácaros, mas a cultura bem conduzida se desenvolve sem problemas. 

Colheita
    De agosto a maio, com intervalos médios de dez dias. Pode ser manual ou mecânica, com máquinas especializadas. O chá é recolhido nas propriedades pelas indústrias, que fazem a classificação conforme a qualidade da folha. Depois são colocadas em cochos murchadores, que recebem ar quente. Seguem depois para um moedor, onde são trituradas. Em seguida, são fermentadas, adquirindo a cor de cobre. Depois de nova secagem, o produto é embalado. Rendimento do chá verde para chá seco é da ordem de 5:1, isto é, 5 t de folhas verdes rendem 1 t de chá seco.

Fotos


Plantação de chá, Camellia sinensis,  Thea sinensisChá verde

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