Stévia

      A Stévia (Stevia rebaudiana Bert.) é uma  planta herbácea da família das compostas,originária da Serra do Amambaí, na fronteira entre o Brasil e o Paraguai. Tem caules frágeis; ramosos com até 1,5 m de altura. As flores pequenas e brancas têm forma capitular (semelhantes à margarida). Tem rizomas e raizes perenes, e parte aérea anual. A partir de 1969, a Stévia passou a ser estudada pelos japoneses. Hoje o Japão é o maior produtor do steviosídeo, adoçante derivado da Stévia. No Brasil, as pesquisas sobre a planta e sua  industrialização se desenvolvem, mais acentuadamente, na Universidade Estadual de Maringá, no Paraná. 



Clima e solo 
    Adapta-se a vários tipos de clima, mas prefere os tropicais. Gosta de solo leve, bem drenado e com matéria orgânica. Produz melhor em períodos de dias longos, devendo-se programar o plantio para que o florescimento ocorra no verão.

Plantio 
    A semeação deve ser entre maio e junho, em viveiros, utilizando-se 30 g/m2 de sementes. Em junho e julho se faz a repicagem e em agosto e setembro, planta-se no campo, no espaçamento de 40 x 20 cm, com 100 a 200 mil plantas/ha. Depois de 45 a 60 dias do plantio é efetuada uma poda para favorecer a produtividade da primeira colheita. A stévia exige irrigação; principalmente nos primeiros meses. E necessário um bom controle das plantas invasoras.

Colheita 
    A época de corte é determinada pelo começo do florescimento, a planta deve ser cortada acima de 5 cm do solo. Deve-se -evitar a colheita da planta úmida pela ação do orvalho ou da chuva. Depois do corte, as folhas devem ser deixadas de seis a sete horas no sol (ou utiliza-se um secador), devendo em seguida serem postas para acabar de secar à sombra. Para render de três a quatro cortes por ano, a planta não deve frutificar, senão a parte aérea morre, voltando a rebrotar na primavera. A produção normal é de 1500 a 2 500 kg/ha de folhas secas. A cultura pode permanecer produtiva por até 6 anos.

Usos 
    As folhas da stévia contêm substâncias adoçantes (o steviosídeo e o rebaudiosídeo), não calóricas. O steviosídeo (de 5 a 15% do peso das folhas secas) tem poder adoçante 300 vezes maior que a sacarose (açúcar da cana-de-açúcar e da beterraba). Em menor escala aparece o rebaudiosídeo (de 3 a 6%) que é mais doce que a sacarose. Essas substâncias podem substituir a sacarina e o ciclamato, que são a base de adoçantes sintéticos, além de servir como adoçante natural e não calórico em refrigerantes, bebidas alcoólicas, gelatinas, balas, biscoitos, gomas de mascar e outros alimentos. O adoçante é apresentado em forma de cristal e tem propriedades antidiabéticas, anticárie, além de contribuir no tratamento da obesidade e não apresentar toxidez ao ser humano.

Fotos
Cultivo comercial de Stévia

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