Noz-pecã

    A nogueira-pecã (Carya illinoensis Koch.), originária do Sul dos Estados Unidos, é uma árvore de 30 m até 60 m de altura e até 1.20 m de diâmetro do tronco, que produz uma noz mais valorizada no mercado que a européia. Foi introduzida no Brasil em 1900, por norte-americanos, nos municípios de Santa Bárbara e Americana (SP). Aproveitando o incentivo fiscal, plantou-se muita nogueira-pecã no fim da década de 60 e início da década de 70. Cerca de 22.000 ha foram plantados nesses municípios, sem grandes preocupações com a produtividade. Como a frutificação só começa entre  7° e 10° ano da planta, demorou muito para se perceber o resultado negativo do plantio sem determinados cuidados: apesar do bom desenvolvimento da planta, a produção tem sido irregular e baixa. Verificou-se que há problemas de polinização devido ao plantio de uma única variedade em certos locais, e que essa cultura é exigente em adubações. Algumas variedades são sujeitas a uma sarna. Porém, tomando-se os devidos cuidados, os resultados são compensadores. É considerada uma boa opção para pequenos e médios produtores com área disponível de, no mínimo, /ha,o que é suficiente para uma produção média de 1.000 a 1.500 kg. Como o preço está por volta de R$5,50  o quilo e o Brasil importa a maioria das nozes-peçã que consome, conclui-se que dificilmente o mercado será saturado. 

Clima e solo 
    O clima mais adequado é o subtropical, do Rio Grande do Sul ao Sul de Minas, e mais as regiões serranas do Rio de Janeiro e Espírito Santo, acima de 700 m de altitude. Geadas de inverno não lhe fazem mal, mas na primavera elas prejudicam a floração. A pecã cresce em vários tipos de solo, mas exige que ele seja profundo. Uma muda com 80 cm de parte aérea tem uma raiz pivotante com cerca de 1,50 m. O pH mais favorável é entre 6,0 e 7,5. 

Variedades 
   As que têm se mostrado produtivas do Rio Grande do Sul até o Paraná são a chicasaw, a cape-fear e a cheyenne, que se completam na polinização, e a cherokee, Para as regiões menos úmidas, são indicadas a wichita, a mohawk e a shaunee, todas de origem norte-americana e que entram em produção mais cedo (com 3 anos). O Instituto Agronômico de Campinas (IAC) recomenda para o Estado de São Paulo a mahan, a frotscher e a moneymaker. 

Plantio 
    O espaçamento mínimo entre as plantas é de 10 x 10 m. As covas devem ter largura, comprimento e profundidade de 60 cm e ser tratadas com esterco bem curtido, cinzas de madeira e farinha de osso ou fosfato de rocha. Depois do plantio, além dos cuidados normais, devem ser regadas até a chegada das chu-vas. E aconselhável formar pomares só com mudas oriundas de enxerto. O plantio com sementes costuma dar problema, pois há o risco de não polinização. 

Podas 
    Só são realizadas nos dois ou três primeiros anos, para a formação da planta. No primeiro ano deixam-se três ou quatro ramos vigorosos, de modo quea árvore fique aberta. No segundo ano, os ramos escolhidos são deixados com 50 a 60 cm, cada um dando origem a dois outros e, finalmente, no terceiro ano faz-se nova bifurcação e encerram-se as podas. 

Tratos culturais 
    Para manter boa produção fazem-se adubações anuais. É interessante plantar adubos verdes por que a pecá é exigente em nitrogênio. Se houver um período de seca 40 a 60 dias depois da polinização, é fundamental proceder à irrigação. 

Consorciação 
    Intercala-se a pecã com algodão, milho, batata, amendoim, abacaxi e outras culturas, que não devem ocupar mais que 40% do pomar, para não prejudicar o crescimento das árvores. Cultivam-se também plantas para pastagens de bois e carneiros. 

Pragas e doenças 
    O maior problema é a sarna difícil de controlar que deve ser combatida com pulverizações de calda bordalesa no inverno. A broca-do-tronco e a broca-da-noz não são problemas no Brasil. 

Colheita 
    O florescimento ocorre em setembro-outubro, e os frutos amadurecem em março ou abril. Quando maduros, caem naturalmente ou podem ser derrubados com vara, para apressara colheita. Depois de colhida, a noz deve secar à sombra. A conservação precisa ser feita em ambiente refrigerado a 4 ou 5°C. Uma plantação bem-sucedida começa produzindo 600 a 700 kg/ha, por volta dos 7 anos, e atinge sua plena capacidade entre os 12 e 15 anos, produzindo 3500 a 4000 kg. No Estado de São Paulo considera-se normal a produção de 1000kg/ha, No Brasil não existem pomares com mais de 20 anos. 

Composição nutricional por 100 g 
    750 calorias, 87 mg de cálcio, 353 mg de fósforo, 2,6mg de ferro e 20 mmg de vitamina A.

Fotos

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