Graviola

    A gravioleira (Annonaa muricata, L.) é uma árvore de caule reto, com altura média de 4 a 6 m, podendo atingir até 8 m, orizinãria da América Central e dos vales peruanos. Aqui, é cultivada no Nordeste, Norte e nos Cerrados. Seu fruto, conhecido pelos nomes de jaca-de-pobre, jaca-do-pará, coração-de-rainha, araticum-manso e araticum-grande, é muito utilizado no preparo de sucos e sorvetes, e também consumido ao natural, com açúcar,podendo ainda ser usado na fabricação de geléias e xaropes. Quando consumida ao natural, a graviola é de difícil digestão, devido à alta porcentagem de celulose (1.8%).

Variedades
    As mais plantadas são a morada, a graviola-I e a graviola- II. As variedades indicadas para os Cerrados são a morada, trazida da Colômbia, e a graviola B, da Bahia.

Clima e solo
    Prefere os climas quentes e úmidos, embora produza em climas subtropicais, e solos profundos, ricos e bem drenados, de pH 5,5 a 6,5.

Propagação
    Feita por sementes, enxertia tipo garfagem ou borbulhia e propagação por estaquia. O método preferido, porém, é o da sementeira. Quando as plantas estão com 10 a 12 cm de altura são trasplantadas para sacos de polietileno, podendo-se também plantar diretamente nos saquinhos. As sementes, que podem conservar seu poder germinativo por até 390 dias (se mantidas à temperatura de 5 a 20 ºC, devem ser colocadas em água por 24 horas e semeadas em seguida, à profundidade de 2 cm. A germinação terá início 15 a 20 dias depois. Os saquinhos devem ser deixados à meia sombra até que as mudas atinjam 30 cm de altura, aproximadamente, quando estão prontas para o plantio no local definitivo. Esse processo demora 4 a 5 meses. Quanto à enxertia, os melhores porta enxertos são a graviola das montanhas ou cimarrona (A. montana, Macf.), a condessa (A. reticulata, L.), a falsa-condessa ou araticum-do-brejo (A. glabra. L.) e a própria gravioleira. Durante a fase de sementeira/viveiro, deve-se ter muito cuidado com as cochonilhas, muito frequentes.

Plantio
    O ideal é que seja feito no início da estação chuvosa. O espaçamento mais indicado é o de 6 x 6 m, mas pode variar de 4 x 4,5 m até 8 x 8 m em plantios comerciais e ter apenas 2.4 x 2,4 m em jardins. As covas devem ter de 50 x 50 x 50 cm a 60 cm de cada lado. Retira-se cuidadosamente o saco de plástico e coloca-se a muda na cova (adubada com esterco curtido, farinha de ossos e cinzas de madeira - c mais as correções indicadas na análise do solo), evitando-se a quebra do torrão.

Tratos culturais
    Coroamento e roça-gemo A adubação e a calagem dependem da análise do solo, que deve ser feira pelo menos a cada quatro anos. No caso de estiagem prolongada após o plantio, irriga.se a planta com 10l de água diariamente. Se houver seca no início da frutificação, é aconselhável irrigar semanalmente, com 10 a 20 l de água.

Podas
    Para que a copa tenha uma forma simétrica e não tão alta que dificulte a colheita, recomenda-se uma poda de formação, que consiste em cortar o broto terminal, quando a planta atinge 1 m de altura. E interessante também fazer a poda de limpeza, logo depois da colheita.

Polínízação
    Em geral, as gravioleiras produzem pouco e irregularmente, e a  causa principal é a difícil polinização, feita principalmente por insetos. As experiências de polinização manual não são animadoras: só 2% das flores produziram frutos. Para melhor polinização, misturam-se gravioleiras de variedades diferentes numa mesma área c adensa-se o plantio. A variedade morada tem-se mostrado mais produtiva porque tem inflorescência em cacho.

Pragas e doenças
    As principais pragas que atacam a graviola são a broca-dos-frutos, a broca-dos-ramos, as cochenilhas e a mosca-dos-frutos. O problema da broca-dos-frutos é o mais sério e limitante, não sendo recomendável o plantio de grandes pomares de gravioleiras, que devem ter no máximo 5 hectares. Para seu controle, costuma-se cobrir os frutos com sacos de papel encerado. A principal doença é a antracnose , que ataca folhas e frutos, controlável com a pulverização de calda bordalesa. Outras doenças de menor importância são o cancro, 11 secados-ramos e a mancha-das-folhas.

Consórcio
    Em áreas mais secas, pode-se plantar mangueiras com espaçamento de 10 x 10 m e gravioleiras nas entrelinhas. A mangueira demora 8 a 10 anos para fechar, e a gravioleira já começa a produzir em pequena escala com um ano e meio ou dois. Quando a mangueira fechar, ou seja, cobrir toda a área, arranca-se a gravioleira. Nos três primeiros anos, podem-se plantar culturas de ciclo curto nas entre linhas das gravioleiras. Os consórcios preferidos são com leguminosas como feijão, soja ou amendoim, mas pode-se cultivar também batata, cebola, abóbora ou milho.

Colheita e produção
Comercialmente, a colheita começa sô depois de 4 anos ou 3, conforme 11 variedade e produz por cerca de 1 ° ou 12 anos. Os frutos variam de forma e tamanho, sendo os menores com cerca de 750 g e os maiores de até 8 kg. Nos Cerrados, o peso médio varia de 1,7 a 4,2 kg. O ponto de colheita é caracterizado pela perda do verde brilhante da casca; que passa para um verde opaco. É preciso alentar para esse detalhe afim de evitar a queda e esmagamento dos frutos maduros. O maior produtor da América do Sul é a Venezuela, onde a produtividade é estimada em 2 a 2,5 t/ha. Em Porto Rico, conseguem-se 10 a 16 t/ha. Na região dos Cerrados, a variedade morada é a mais produtiva, com 4,4 t/ha,em média, utilizando-se um espaçamento de 8 x 8 m. Os frutos da região pesam, em média, 3,7 kg. 

Composição nutricional por 100 g 
    60 calorias,1,0 g de proteínas, 24 mg de Cálcio, 28 mg de fósforo, 0,5 mg de ferro, 2 mmg de vitamina A, 0,07 mg de vitamina B1,0,05 mg de vitamina B2 e 26 mg de vitamina C.

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