Pimenta

   As pimentas (Capsicum spp.) formam um grupo de espécies botânicas originárias das regiões tropicais da América Latina, que em geral dão frutos picantes, embora existam também pimentas doces. A planta é um arbusto semi perene que pode atingir 1,20 m de altura. As pimentas da América têm boa aceitação na Europa desde 1493, quando lá foram introduzidas por Cristovão Colombo. Tanto que, no século XVI, elas passaram a ser cultivadas também na Asia e na Europa.

Variedades
Pimenta (Capsicum ssp.)   As pimentas hortícolas mais cultivadas no Brasil são a malagueta (Capsicum frutescens L.), a chifre-de-veado ou dedo-de-moça (Capsicum baccatum L.), a cumari ou passarinho (C. praerermissum Heser&Smith), a de cheiro ou bode (C. chinense Jacq.), a macaco (C. microcarpum) e a pimenta-doce agronômico 11 (C. annuum), esta da mesma espécie do pimentão e cultivada da mesma forma que ele. Destacam-se ainda, entre as pimentas doces, a godê , e, entre as picantes, a sertãozinho e a santaka.

Clima e solo
   Como a planta é originária de regiões tropicais, acredita-se que em clima quente os frutos sejam mais picantes. Embora sejam indicadas para sua cultura regiões com 18 a 25°C, a pimenta produz em clima mais quente também. Não suporta o frio. O solo preferido é o arenoso-argiloso, com pH 5,5 a 6,8.

Plantio 
    Nas regiões mais frias, o plantio deve ser feito de agosto a outubro e nas mais quentes em qualquer época. As sementes - 2 ou 3 g/m2 - vão primeiro para sementeiras, distribuídas em sulcos distanciados 10 cm. Em cada grama há cerca de trezentas sementes - a dedo-de-moça e a malagueta, duzentas sementes por grama - e pelo menos 50% delas devem germinar. A quantidade de sementes para o plantio depende da variedade plantada e do espaçamento utilizado, podendo chegar a 300 g/ha. O transplante é feito quando as mudas estiverem com 8 ou 10 cm de altura. O espaçamento será de 100 a 120 cm entre linhas e 50 a 70 cm entre covas. Se houver a intenção de manter a pimenta para a segunda colheita no ano seguinte, pode-se utilizar um espaçamento maior, de 120 a 150 cm entre linhas e 80 a 100 cm entre covas.

Tratos culturais
   Se não houver chuvas, é preciso irrigar diariamente a sementeira, depois do transplante, a irrigação deve ser feita a cada três ou quatro dias. Não é preciso fazer tutoramento, como no pimentão, já que a pimenteira tem o caule mais lenhoso e resistente, não havendo, em geral, perigo de tombamento. Não se aconselha também fazer a amontoa de terra junto à planta, por que isso favorece o ataque de doenças. As pragas e as doenças que atacam as pimentas são as mesmas que atacam o pimentão. O tratamento, assim como as correções de solo necessárias, devem ser orientados por técnicos.

Colheita
   As pimentas devem ser colhidas à medida em que vão amadurecendo, ou seja, de 100 a 120 dias depois do plantio, podendo estender-se por cerca de três meses. O rendimento da cultura pode ir de 4 a 16 t/ha. As pimentas maiores geralmente são comercializadas em caixas tipo K, que podem conter de 12 a 15 kg. As pi-mentas menores são embaladas em garra-fas, em molho de vinagre. Muitos preferem em molho de óleo comestível (toma-se mais picante, mas com o tempo tende a"embolorar" ou com aguardente, conserva-se quase indefinidamente) e vendidas em feiras-livres, ou então para indústrias de conservas. As pimentas doces são colhidas ainda verdes. As picantes também podem ser colhidas verdes, mas a embalagem deve ser de pimentas com cores homogêneas. Terminada a colheita, pode-se deixar a planta no terreno, No segundo ano, a colheita ainda será razoável, se a cultura for bem cuidada. Mas como a colheita no primeiro ano é sempre maior, muitos plantadores preferem renovar anualmente as suas culturas.

Composição por 100 g 
   94 calorias. 4,1 g de proteínas, 58 mg de cálcio, 101mg de fósforo, 2,9 mg de ferro, 1356 mmg de vitamina A, 0,25 mg de vitaminaB1, 0,20 mg de vitamina B2 e 121 mg de vitamina C.

Fotos
Pimenta dedo de moça
Pimenta dedo de moça
Pimenta de cheiro
Pimenta de cheiro
Pimenta doce
Pimenta doce
Pimenta malagueta
Pimenta malagueta
Bhut Jolokia, conhecida como  a pimenta mais ardida do mundo
Bhut Jolokia, conhecida como  a pimenta mais ardida do mundo
Referências
ALVARENGA , E. M. ; SILVA, R. F. Produção de sementes de pimentão e pimenta. Informe Agropecuário, Belo Horizonte, v. 10, n. 13, p. 68-70, 1984.
NAGAI, H. Pimentão, pimenta-doce e pimentas. In: FURLANI, A. M. C.; VIÉGAS, P. G. (Ed.). O melhoramento de plantas no Instituto Agronômico. Campinas: IAC, 1993. v. 1, p. 276-294.
SOUZA, R. J.; CASALI, V. W. D. Cultivares de pimentão e pimenta. Informe Agropecuário, Belo Horizonte, v. 10, n. 113, p. 14-18, 1984.

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