Cravo da Índia

    O craveiro-da-Índia (Caryophillus aromáticus L.) é uma árvore que pode atingir 15 m de altura. Quando cultivada, tem normalmente de 3 a 4 metros. A parte da planta que tem importância comercial são os botões florais que, depois de secos, tornam-se os cravos-da-índia.  A planta é originária da Indonésia, no sudeste da Ásia. O Brasil exporta cravo. A principal região produtora é o sul da Bahia. No Estado de São Paulo destacam-se as regiões do Vale do Ribeira e do Litoral Norte. 

Clima e solo 
Cravo da Índia, Caryophillus aromáticus   O clima é o quente e úmido, sem períodos prolongados de seca. A planta requer muitas chuvas, desde que bem distribuídas, e temperatura média mensal acima de 23°C, além de altitude inferior a 100 m. O solo preferido é o argiloso, rico em matéria orgânica e permeável. Não gosta de solos leves ou arenosos, nem água estagnada nas raízes. Exige boa drenagem. Alguns meses antes do plantio, faz-se o sombreamento do solo, utilizando-se mandioca ou a tefrósia, plantadas à distância de 1 m da futura cova do craveiro, entre linhas e ruas, em forma de cruz. 

Plantio 
   No início das chuvas. A propagação é feita por sementes, que devem ser colocadas para germinar logo que caem da árvore, mas antes é preciso retirar a polpa que as envolve. Para isso basta colocar as sementes em serragem úmida e regá-las diariamente. Em poucos dias a polpa começa a soltar e a germinação acontece depois de oito dias. As sementes germinadas são colocadas em sacos de polietileno com terriço (terra vegetal). A planta é transplantada para local definitivo depois de dez meses a 1 ano e meio, quando atingir cerca de 50 cm de altura. Na Bahia, utiliza-se o espaçamento de 10 x 10 m em quadrado ou 9 x 9 m em quincôncio (quatro plantas formando um quadrado e uma no meio). Em São Paulo, ele é de 8 x 8 m. As covas, abertas um mês antes do plantio, têm as seguinte dimensões: 0,6 x 0,6 x 0,6 m. O craveiro exige sombra somente no primeiro ano. 

Consorciação 
   Nas ruas entre as fileiras plantam-se leguminosas, logo de início, e pimenta-do-reino, depois do primeiro ano de vida do craveiro. 

Pragas e doenças 
   As principais pragas são o pulgão, as cochonilhas e as formiga s(destacando-se a saúva), e também a erva-de-passarinho. Na Bahia, há ocorrência de uma doença chamada morte-súbita, de origem desconhecida, que atinge até 1 % das plantas. Em São Paulo, ocorrem manchas de cor marrom-ferruginosa ou acinzentada, nas folhas mais velhas, que são combatidas com calda bordalesa a 1%. 

Colheita 
   Aos cincos anos, o craveiro começa a produzir. Sua produção aumenta progressivamente, atingindo o pleno desenvolvimento aos 15 anos, quando são obtidos 1000 quilos de cravos secos por hectare. A colheita é feita quando o botão passa do verde-pálido para o róseo-avermelhado. Isso ocorre, na Bahia, de novembro a dezembro, e em São Paulo, de novembro a fevereiro. Os cravos colhidos são colocados para secar ao solo ou em estufas até que murchem, perdendo 70% da umidade (depois de três a cinco dias). A conservação se faz em caixas de madeira ou latas bem fechadas. 

Usos 
   Os cravos-da-índia são utilizados em doces, bolos e licores. O óleo essencial ou essência dos cravos contém eugenol, que é uma substância antisséptica. Além disso, o óleo é utilizado pela industria de perfumes, de pastas dentais, sabões e também no tratamento dentario (em canais), como antisseptico e analgésico. Como condimento, o cravo ativa a secreção gástrica, facilitando a digestão. Na Indonésia, que é o maior consumidor mundial, emprega-se o cravo na aromatização de cigarros.

Fotos:
Cravo
Cravos secos

Pé de Cravo da Índia
craveiro-da-índia

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