Trevos

   O Trevo (Trifolium sp.), da família das leguminosas, tem três espécies muito utilizadas como forrageiras, principalmente entre Minas Gerais e o sul do país. O trevo-híbrido (Trifolium hybridum L.) é originário do norte da Europa, sendo o primeiro cultivo realizado na localidade de Alsike, na Suécia. É uma forrageira de flores róseas, perene, das mais resistentes e utilizadas na Europa e Estados Unidos, na formação de pastagens e prados. Outra espécie é o trevo-branco (Trifolium repells L.), originário da Europa, norte da Asia e arquipélago dos Açores. Tem flores brancas ou róseas. As hastes têm de 10 a 40 cm de comprimento, enraizam-se facilmente e crescem rente ao solo formando um bom gramado resistente ao pisoteio. A pastagem do trevo-branco cresce, até mesmo em estado subespontâneo, sendo apreciada por bovinos. Em termos de valor nutritivo o trevo-branco equivale à alfafa, pois, contém proteínas necessárias aos animais em crescimento e vacas leiteiras. A terceira espécie é o trevo-roxo ou trevo-vermelho (Trifolium pratense L.) originário da Europa, norte da África e Ásia (Oriente Médio, sul da Sibéria e região do Himalaia). Suas flores são vermelho-arroxeadas. É uma planta perene, que forma rouceiras de 30 a 60 em de altura.

Clima e solo 
Trevo , Trifolium   O trevo híbrido é resistente ao frio e à umidade, mas não cresce bem com a seca. Adapta-se melhor nas terras úmidas, argilosas ou argilo-silicosas. O trevo-branco tem diversas variedades adaptadas a diferentes condições de clima e solo desde que tenham umidade suficiente. Prefere e desenvolve-se melhor em terrenos argilo-silicosos, arejados e ricos em matéria orgânica. Existe uma variedade de trevo-branco, denominada trevo-gigante ou trevo-ladino, que é bem menos resistente ao frio e que requer terras férteis e irrigadas. Já o trevo-roxo também prefere as regiões úmidas, não suportando bem à seca. Não resiste à temperaturas excessivas no verão e no inverno. Nas regiões onde os verões são mais quentes o trevo-roxo é cultivado como planta anual de inverno, por não resistir às altas temperaturas. Essa espécie de trevo exige terras férteis, arejadas, sem excesso de umidade, argilo-silicosas desde que drenadas. Cresce melhor em terrenos de origem granítica, ricos em potássio, que é o elemento que o trevo-roxo mais utiliza. 

Plantio  
   O trevo híbrido deve ser cultivado em consorciação com outras leguminosas e gramíneas, que servem de suporte para as suas hastes que naturalmente pendem para o chão. Este plantio consorciado facilita a colheita e evita que ele se deteriore nas terras úmidas. A semeadura é feita a lanço, utilizando-se cerca de 4kg/ha de sementes nos plantios consorciados ou dê 12 a 15 kg/ha nos plantios exclusivos. O trevo-branco propaga-se com facilidade porque as flores maduras ingeridas pelo gado passam intactas pelo tubo digestivo dos animais e são distribuídas no solo através das fezes. Por vegetar bem à sombra, o trevo-branco é associadoa outras leguminosas e gramíneas para formação de pastagens permanentes. É recomendada a consorciação com azevém (Lolium multiflorum Larn.) ou capim pé-de-galinha (Dactylis glomerata L.).  A quantidade de sementes utilizada neste plantio consorciado é de 4 kg/ha. Para o plantio do trevo-roxo, recomenda-se a semeadura a lanço, no outono, em lavouras exclusivas, utilizando-se de 20 a 25 kg/ha de sementes. 

Colheita e pastagem 
   Para o trevo-híbrido recomenda-se que o pastejo seja feito um ano após o plantio, para que as plantas estejam bem enraizadas e tomando conta do terreno. A colheita é feita no 2º ano após o plantio. O trevo-branco é preferencialmente utilizado como pasto por suportar bem o pastejo contínuo. Se o objetivo for o corte, a época da colheita é durante a floração. O trevo-roxo deve ser cortado no início da floração. Não há dados de seu comportamento na pastagem. 

Produção  
Trevo-híbrido: 1 ha rende de 15 a 20 t de forragem verde ou 5 a 7t/feno/ano. A produção de sementes variedade 200 a 300 kg/ha. Trevo-branco: 1 ha produz de 20 a 30 t de forragem verde e de 400 a 500 kg de sementes. Trevo-roxo: 1 ha rende de 20 a 25 t de forragem verde ou de 4 a 5 t/teno/ano. A produção de sementes varia de 200 a 300 kg/ha. A cultura de trevo-roxo não pode ser mantida por muitos anos no mesmo terreno. Em geral, no terceiro ano a planta começa a enfraquecer, sendo necessário substituí-la. Para renovar uma cultura de trevo-roxo em um mesmo terreno é preciso esperar de 4 a 6 anos, ou mais.

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