Azola

Azola, Azolla ssp   A Azola (Azolla spp.) uma planta aquática originária do Vietnã, numa associação simbiótica com uma alga minúscula, a Anabaena azollae, que vive debaixo de suas folhas, é uma das melhores "fábricas" naturais de nitrogênio. A azola abriga a alga, e esta, em troca, produz nitrogênio suficiente para si própria, para a hospedeira (azola) e, com a interferência do homem, para o plantio de arroz e hortaliças. A utilização da azolalana/baenanas culturas comerciais no Brasil é ainda uma novidade, mas há séculos vem garantindo a boa produtividade dos arrozais asiáticos. Sua incorporação ao solo, antes do plantio, chega a substituir de 45 a 75kg de adubação nitrogenada por hectare. 

Espécies  
   As principais são: Azolla caroliniana, Azolla filiculoides, Azolla mexicana, Azolla microphyla, Azolla rubra, Azolla nilotica e Azolla pinnata. 

Clima 
    A Azolla pinnata - mais difundida - não suporta temperaturas baixas e nem muita luminosidade. É característica do trópico úmido e, no Centro-Oeste e no Nordeste, deve ser protegida com sombreamento durante a estação seca. A Azola nilotica tem as mesmas exigências de temperatura. Já a Azolla rubra é menos adaptada a temperaturas elevadas. Ela e a Azola ftiliculoides resistem às temperaturas abaixo de 0ºC.  De modo geral, as melhores temperaturas para todas as espécies variam de 20 a 30 °C. 

Solo
   Cresce em solos saturados ou em charcos, desenvolvem-se em uma ampla faixa de pH, que pode ser de 3,5 até 10,0. O fator mais limitante para o crescimento da azola é a falta de fósforo no solo. Apesar de ser uma planta aquática, a azola não prolifera em águas profundas. Seu crescimento é favorecido por uma lâmina d'água de até 5 c, pois a proximidade das raizes no solo favorece a nutrição mineral da planta, e também não permite que haja muita agitação na água, o que afetaria seu crescimento. 

Propagação 
   A azola é bastante sensível à seca e, se retirada da água, morre em poucas horas. Ela se reproduz por meio de esporos, que podem ser inocula-dos na área de plantio, em uma lâmina d'água de 3 cm sobre o solo. O crescimento é muito rápido: ela dobra de volume a cada semana. Essa inoculação consiste em colocar plantas de azola em "viveiros" previamente preparados. Para a propagação da azola, o Programa Nacional de Aproveitamento das Várzeas (Pro-várzeas), desenvolvido pela Empresa de Pesquisa Agropecuária de Minas Gerais (Epamig), recomenda a colocação de 10 a15 kg da azola num viveiro de 20 m2. Uma semana depois, quando toda a área estiver coberta, transfere-se a metade dasplantas para outro viveiro maior, de 40m2. Passados de 5 a 7 dias, toda essa área estará coberta e aí transfere-se metade das plantas para outro viveiro maior, de 80 m2, e assim por diante. Aconselha-se fazer uma adubação fosfatada semanalmente. Segundo a Epamig, para cada quilo de fósforo aplicado, a azola produz 5kg de nitrogênio depois de 35 dias. É preciso uma área de 200 m2 para a produção de azola suficiente para adubar 1 hectare de arroz. 

Tratos culturais 
   Uma vez estabelecida num tanque ou charco, a azola não necessita de tratos culturais especiais a não ser a retirada periódica do excesso de plantas, para evitar saturação do tanque .Se o tanque for artificial, deve ter fundo de terra, ou uma camada de húmus, e pouca profundidade. 

Época de plantio 
   Para a adubação do arroz, a azola deve ser inoculada em agosto, nos tabuleiros preparados para semeadura. A planta permanece nos tabuleiros até novembro, quando a água é drenada e a massa verde incorporada ao solo. No cultivo de arroz de várzea, no verão, a azola é inoculada depois do plantio das mudas ou da emergência das plântulas. Ela permanece no arrozal até a colheita. A água então deve ser drenada com cuidado para que a azola permaneça no solo e seja incorporada na preparação do plantio de inverno: Nas hortas, a azola deve ser estocada em tanques durante todo o ano e incorporada ao solo, no canteiro, sempre que necessário. Na experiência da Epamig, em várzeas inundáveis, sem adubação nitrogenada nem azola, a produção de arroz foi de 5,3 t/ha. Com a incorporação de azola antes do plantio, a produção pulou para 6,9 t/ha, e, com a incorporação antes do plantio e mais a consorciação de azola depois do arroz plantado, atingiu 7,3 t/lha. A consorciação do arroz com a azola isoladamente não rendeu bem: apenas 5,5 t/ha. 

Predadores, pragas e doenças 
   Em tanques naturais, a azola é comida por peixes como a carpa e a tilápia. A planta é suscetível ao ataque de insetos, caracóis, fungos, bactérias e vírus. As principais pragas são as lagartas, larvas de insetos e caramujos. Não há informações detalhadas sobre bactérias e vírus. 

Alguns usos 
   A azola como adubo verde, segundo a Epamig, tem produzido aumentos de 800 kg/ha no trigo, 700 kg/ha no feijão e 950 kg/ha no milho. No Vietnã, costuma-se fazer um composto com uma parte de azola e de 3 a 5 partes de sedimentos dos rios. Além disso, a azola é utilizada como forragem para animais,aves e peixes, na forma fresca, seca ou fermentada. Quando a azola forma um tapete na superfície da água, impede o crescimento de invasoras. Como o aguapé, azola pode também ser usada para purificação da água, por absorver fosfatos e outros poluentes.

Fotos
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